Segunda-feira, Agosto 24, 2009

Centro de Informação e Pesquisa - IRC

Durante a palestra com a bibliotecária Wendy Zaman, foi-nos apresentado o Centro de Informação e Pesquisa - IRC do Consulado dos Estados Unidos em São Paulo. O IRC é uma biblioteca que utiliza recursos informacionais sofisticados para prestar serviço virtual de informação.
São oferecidos inúmeros produtos e serviços gratuitos relacionados aos temas:
  • Governo dos EUA;
  • Comércio, economia e finanças;
  • Relações internacionais;
  • Legislação norte-americana;
  • Educação, sociedade, arte e cultura;
  • Meio ambiente.

Os serviços são oferecidos por bibliotecários especializados em serviços de pesquisa e referência.

Contatos: (11) 5186-7486 IRCsaopaulo@state.gov

Sábado, Agosto 22, 2009

Tudo o que você precisa saber sobre Twitter

A Talk Interactive lançou há alguns dias um guia chamado "Tudo o que você precisa saber sobre Twitter: você já aprendeu em uma mesa de bar". O guia foi escrito por Juliano Spyer e o prefácio super criativo é do Marcelo Tas.

Você pode baixar o guia inteiramente grátis aqui. Achei a iniciativa super interessante pois é uma produção brasileira. Sabemos que o Twitter é uma febre atualmente e muitas matérias têm sido publicadas e apresentadas na midia em geral.

O Twitter é uma ferramenta que possibilita o compartilhamento rápido de informação entre seus usuários. Participei de algumas palestras relacionadas à Biblioteca 2.0 que apresentaram o twitter como possível ferramenta para ser utilizada em bibliotecas.

Acredito que é preciso avaliar muito bem a necessidade e utilidade do uso desse tipo de ferramenta em bibliotecas para que não se torne apenas mais uma. É importante haver atualização e interação com o seguidores (followers) como são chamados no Twitter.

Você usa o twitter em sua biblioteca? Funciona? Compartilhe conosco suas experiências e idéias.

Sexta-feira, Agosto 14, 2009

Os pecados informacionais

Esta semana dediquei-me um pouco mais às leituras para a minha dissertação de mestrado. Comprei um livro que estava "namorando" há algum tempo: "Gestão estratégica da informação e inteligência competitiva", organizado por Claudio Starec, Elizabeth Gomes e Jorge Bezerra Lopes Chaves. O livro é ótimo e tem ajuda muito em minhas reflexões para poder desenvolver uma boa pesquisa.

O Capítulo 4 desse livro é curioso. Seu título é: A dinâmica da informação: a gestão estratégica da informação para a tomada de decisão nas organizações, foi escrito por Claudio Starec, e apresenta como um dos tópicos centrais os pecados informacionais e barreiras da comunicação da informação nas organizações. O autor faz uma analogia com os sete pecados capitais, gostaria de compartilhar com vocês:
  • Avareza: característica dos "czares da informação" – concentração da informação em determinado departamento e/ou pessoas que abusam do poder de reter a informação.

  • Gula: a sociedade do exabyte – excesso de informação que gera o caos informacional.

  • Ira: insatisfação com a falta de informação correta, precisa, eficaz.

  • Inveja: problemas com a ética informacional;

  • Luxúria: problemas na estética da comunicação. São falhas nos processos de comunicação da informação;

  • Preguiça: a obsolescência da informação;

  • Soberba: poder de possuir a informação. Informações informais essenciais podem ser deixadas de lado, enquanto informações formais, não tão importantes, são idolatradas.

Achei fantástica a analogia feita pelo autor e lembrei de várias situações que presenciei nesse início de carreira. Acredito, assim como Starec, que a gestão da informação pode contribuir para minimizar e até mesmo extinguir esses problemas nas organizações. Você já cometeu algum dos pecados informacionais? Já presenciou algum deles durante sua vida profissional? Compartilhe sua experiência conosco!

STAREC, Claudio. A dinâmica da informação: a gestão estratégica da informação para a tomada de decisão nas organizações. In: STAREC, Claudio; GOMES, Elisabeth Braz Pereira; CHAVES, Jorge Bezerra Lopes (Orgs.). Gestão estratégica da informação e inteligência competitiva. [São Paulo]: Saraiva, 2005. Cap. 4.

Domingo, Agosto 09, 2009

Bibliotecas do futuro

Hoje enquanto navegava pelo Twitter um link me chamou a atenção:

Lá encontrei um vídeo de um documentário "Bibliotecas do futuro" que dá ênfase às bibliotecas universitárias, vale a pena acessar. Discute-se exatamente a idéia apresentada por Wendy Zaman, de que as bibliotecas precisam acompanhar as novas tecnologias e os bibliotecários adequarem-se à nova realidade e aos novos usuários.

Gostei muito do que uma das bibliotecárias falou no video: "Os bibliotecários vão gerenciar redes". Acho incrível essa visão, totalmente atual!

Na sua palestra, Wendy Zaman falou que nós, bibliotecários, não temos o que temer. Ela disse: "We're Google". Eu diria que nós somos muito melhores que o Google, como também é lembrado no vídeo, nós somos especialistas na organização, disseminação e busca de informação. E quando conscientes de nosso verdadeiro papel de disseminadores, podemos ajudar de inúmeras formas os estudiosos, pesquisadores, empresários, todo o tipo de pessoa que busca informação.

Nesse mesmo site é possível fazer o dowload da publicação Libraries of the future.

Quarta-feira, Agosto 05, 2009

Biblioteca e Tecnologia

Participei hoje pela manhã da palestra com a Bibliotecária Wendy Zaman no Inter Americano. O tema da palestra foi "O futuro das bibliotecas tendo em vista as mudanças de tecnologia e dos recursos informacionais. Como as bibliotecas públicas nos EUA estão mudando diante disso". Wendy é bibliotecária, mestre em Ciência da Informação pela Universidade de Long Island em Nova Iorque. Ela é funcionária do Departamento de Estado dos Estados Unidos desde 2003 e atualmente é a diretora regional do Centro de Informação e Pesquisa para o Brasil, Colômbia, Venezuela e Paraguai.

A palestrante defendeu a idéia de que atualmente os motivos para fequentar uma biblioteca são diferentes de 30 anos atras por exemplo. Frente a essa mudança de interesse dos usuários, Wendy afirma que as bibliotecas precisam melhorar para acompanhar os interesses de seus usuários. Existem muitas opções de onde encontrar informação em todos os lugares, entretanto, os usuários nem sempre sabem como encontrá-las.

Essa fala pode parecer repetitiva para muitos colegas que acompanham este blog. Todavia, acredito que os bibliotecários ainda são carentes de ouvir falas como as de Wendy Zaman, especialmente porque ela vive em uma realidade que acreditamos ser totalmente diferente da nossa. Ela contou algumas histórias e garantiu que nos EUA os problemas relacionados às bibliotecas não são muito diferentes dos nossos, talvez existam em menor proporção.

Duas questões que me intrigam a muito tempo foram citadas pela palestrante e me chamaram muito a atenção. Ela falou da questão do marketing da biblioteca. Não é possível ter uma biblioteca que é frequentada e receber reconhecimento se os bibliotecários não fazem a divulgação dos produtos e serviços. É preciso buscar visibilidade, divulgar o que a biblioteca tem a oferecer e tornar-se fundamental. No momento em que as bibliotecas forem consideradas fundamentais em uma organização ou na comunidade, ela não será a primeira a ser atingida nos momentos de crise por exemplo.

O segundo ponto que me chamou a atenção foi a questão da diferenciação de serviços. Considero uma biblioteca sem um setor de referência, uma biblioteca sem alma. Quando ouço as pessoas falarem da importância do serviço de referência em bibliotecas meus olhos brilham. Ela destacou o serviço de referência como a "cara" da biblioteca, falou da proatividade do profissional que trabalha nesse setor e da necessidade de uma entrevista de referência bem feita.

Wendy destacou que as bibliotecas não serão esquecidas, desde que revejam seus serviços e produtos e a forma como se relacionam com seus usuários, pois é preciso saber exatamente o que eles buscam quando entram em nossas bibliotecas, assim como em outros serviços, as pessoas buscam a personalização nas bibliotecas. Falta de dinheiro não é desculpa para não desenvolver programas de incentivo a leitura ou prestar um bom atendimento, com um pouco de criatividade tudo pode ser feito.

Para mim essa "conversa" com a bibliotecária Wendy Zaman foi uma injeção de ânimo para quem está um pouco decepcionada com os feitos tradicionais da minha profissão. Não quero ser reconhecida como a bibliotecária que fica naquela sala meio escondida para que nenhum usuário venha perturbar. Precisamos mostrar nossa cara e do que somos capazes. Acredito que o futuro das bibliotecas será brilhante e repleto de inovações! Termino o post assim como Wendy terminou sua fala, com a frase do autor do livro Fahrenheit 451, Ray Bradburry:
"Sem bibliotecas o que nós temos? Não temos passado, nem futuro".