quinta-feira, julho 30, 2015

XXVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação


Entre os dias 21 e 24 de julho, eu participei do XXVI Congresso de Biblioteconomia e Documentação, o CBBD 2015. Foram dias intensos de muito aprendizado e compartilhamento de experiências. Além disso, sempre é um bom momento para rever amigos, fazer novos contatos e conhecer a cidade onde o evento está acontecendo.

Como de costume, gostaria de compartilhar minha visão sobre o congresso.

O CBBD teve início com uma abertura impecável, como foi bonito viajar na história de São Paulo e da Biblioteconomia com música, teatro e Mario de Andrade. O lugar é um espetáculo, foi minha primeira vez na Sala São Paulo e fiquei encantada.

Durante o CBBD temos a oportunidade de sair um pouco de nossas caixinhas e passear pelas mais variadas realidades da Biblioteconomia brasileira. Passeamos pelas bibliotecas escolares, públicas, universitárias e temos um panorama geral da área. De tudo que vi e ouvi, vou destacar o que mais me chamou a atenção.

A mesa de abertura com David Lankes e Elisa Delfini Corrêa foi excelente. Apesar de David Lankes não estar presente e termos assistido a um video com sua fala, a experiência foi sem igual. Que profissional empolgante e quantas ideias interessantes. Confesso que ao entrar no auditório e perceber que ele não estava ali, fiquei um pouco decepcionada. Quando vamos a um evento desse porte esperamos ter o contato pessoal e, como a organização do evento não informou quais seriam as palestras por web conferência isso causou certa frustração em muitos participantes.

Duas falas bem simples de David Lankes me chamaram a atenção: "Porque nós temos bibliotecas e bibliotecários"? e "Bibliotecários ajudam as pessoas a aprender". Meu discurso no último semestre, no curso de Biblioteconomia da UCS foi exatamente esse: "Bibliotecários são educadores"! E não canso de usar esse argumento. E, para mim, é por isso que temos bibliotecários nas bibliotecas, do contrário não há razão de ser para a nossa profissão.

Para quem se interessar por conhecer um pouco mais sobre as ideias de Lankes, o seu livro "Expect more" está disponível aqui para download.

Outro ponto alto do CBBD 2015 foi a seção "Conversando sobre...", aconteceu no segundo e terceiro dia no final da tarde, às 18h. Havia conversas simultâneas bem diversificadas. No dia 22/07 eu participei da conversa sobre "Mídias Sociais e as bibliotecas: podemos viver sem elas?" e no dia 23/07 "Portais, repositórios e bibliotecas digitais: tudo junto e misturado?". As duas conversas foram super produtivas e atuais, além de poder conversar com grandes nomes da biblioteconomia, muitos deles nossos marcos teóricos.

Entre as conferências, foram destaque a de Luiz Felipe Pondé sobre Ética, Ricardo Crisafulli Rodrigues sobre Informação Imagética e de Sergio Vieira Branco Júnior sobre o Marco Civil da Internet. 

Destaco ainda, a apresentação da Iara Vidal sobre Métricas Alternativas, tema que vem sendo muito debatido entre os pesquisadores e, especialmente, os profissionais que atuam com editoração científica. Ela explicou o que é Altmetria, apresentou referencias teóricos importantes e as ferramentas que vem sendo utilizadas para dar visibilidades aos pesquisadores, a palestra foi promovida pela EBSCO e a apresentação da Iara está disponível aqui.

O eventos profissionais e científicos são ótimas oportunidades para troca de experiências, reconhecer a inovação na nossa área de atuação e fazer novos contatos. Acredito que no CBBD 2015 os temais mais inovadores foram a Altemetria e a discussão sobre os Recursos Educacionais Abertos que foi discutido na seção Conversando sobre "Portais, repositórios e bibliotecas digitais". Sem dúvidas, são temas que serão muito recorrentes nos próximos eventos da área.

sexta-feira, janeiro 02, 2015

Antes do Google...Quem sabia?

Por:  Linton Weeks

Tradução: Paula Carina de Araújo

Se o Google não pode responder suas perguntas atualmente, para quem você vai telefonar? Um bibliotecário, claro!

Bibliotecários continuam a ser legais. Em uma seria contemporânea da TNT, “The Librarians” são super heróis. Nos últimos anos, bibliotecário apareceu na lista da Forbes de trabalhos menos estressantes. E mesmo na era dos mecanismos de busca, bibliotecários continuam fazendo novas descobertas.

Muitas semanas atrás o pessoal do icônico prédio da Biblioteca Pública de Nova Iorque na Rua 42 em Manhattan encontrou uma caixa antiga de questões de referências – que vão de 1940à 1980 – perguntadas por usuários.

Como a porta-voz da Biblioteca Pública de Nova Iorque, Angela Montefinise apontou, as perguntas – em si mesmas – são convincentes. E talvez eles falam em um tempo mais simples. Talvez não.

“Algumas são somente questões difíceis,” diz Angela. “Outras são interessantes historicamente, outras são somente engraçadas”. Aqui estão algumas joias, levemente editadas para ficarem mais claras:

- É apropriado ir para o Reno sozinho para se divorciar? (1945)
- Eu acabei de ver um rato na cozinha. Tudo bem se usar SBP? (1946)
- Qual o tempo de vida de um cílio? Resposta: baseado no livro Seu cabelo e seu cuidado, é de 150 dias. (1946)
- O que significa quando você sonha que está sendo perseguido por um elefante? (1947)
- Onde eu posso alugar um beagle para caça? (1963)
- Você pode me dizer qual a espessura do selo dos EUA com a cola nele? Reposta: Nós podemos dizer essa resposta rapidamente. Porque você não tenta os Correios? Resposta: Aqui é dos correios. (1963)
- A Biblioteca Pública de Nova Iorque tem um computador para uso do público? Resposta: Não senhor!1 (1966)

E havia esta nota datilografa em uma ficha catalográfica:

- Ligação telefônica no meio da tarde do Dia de Ano Novo, 1967: Voz feminina um pouco incerta: “Eu tenho duas perguntas. A primeira é sobre etiqueta. Eu fui para uma festa na noite de Ano Novo e inesperadamente passei a noite fora. Eu não conheço muito bem os anfitriões. Eu deveria enviar um bilhete de agradecimento? Segundo. Quando você encontra um colega e você sabe que ele tem o preço de 27 milhões de dólares – porque é o que falaram para mim, 27 milhões, e você sabe sua nacionalidade, como você descobre seu nome?

A biblioteca planeja começar a postar algumas das antigas questões na sua conta no Instagram nos próximos dias.

“Nós éramos Google antes do Google existir”, Angela explica. “Se você quisesse saber se uma cobra venenosa morre se ela bicar a si mesma, você ligaria ou nos visitaria”.
Verdade? “Sim, aquela questão foi perguntada.”

Mesmo com Google, Siri, OnStar e DuckDuckGo – entre outros – atualmente, a biblioteca continua a responder consultas. “Nós recebemos aproximadamente 1700 perguntas de referência por mês via chat, e-mail, telefone,” Angela diz, incluindo perguntas mais difíceis que as pessoas não responde – mesmo com a internet.

E com tanta informação conflituosa lá, Angela adiciona, é difícil saber a resposta correta.
Um bibliotecário sábio pode ajudar sempre nessas situações. É um fato.

Fonte: http://www.npr.org/blogs/theprotojournalist/2014/12/20/371851621/before-google-who-knew?utm_campaign=SocialFlow&utm_source=facebook.com&utm_medium=referral

segunda-feira, dezembro 22, 2014

Os encantos das livrarias

Gosto muito de visitar livrarias. Particularmente, gosto de descobrir cada cantinho, conhecer sua história, especialmente, em lugares onde a tradição da leitura é muito presente. Acredito que esses lugares reservam a história do local onde estão inseridas e representam, assim como as bibliotecas, locais que abrigam o saber, mas, que ao mesmo tempo proporcionam tranquilidade e um momento lúdico.


Claro que o encantamento pelas livrarias, deve-se em grande parte ao fato de eu ser uma bibliotecária. Ainda mais, porque nunca fui uma frequentadora de livrarias na minha cidade natal. Até porque, há alguns anos, elas não existiam lá.


A livraria Shakespeare and Company me causou encantamento desde a primeira vez que ouvi falar sobre ela, em uma aula de metodologia com a Prof. Dra. Gisela Eggert-Steindel. Não sei porque, mas, desde aquele dia sempre pensava: "um dia visitarei a Shakespeare and Company".

A livraria é carregada de história em cada canto, como eu imaginava. Tem certa magia no ar! Hoje está localizada na 37 Rue de la Bûcherie Paris V e funciona como livraria, sebo e sala de leitura. A especialidade é literatura de língua inglesa e esse é o idioma falado na livraria, ainda que sua localização é em Paris, pois, sua fundadora foi Sylvia Beach, uma americana de Nova Jersey expatriada em Paris. A livraria foi fechada em 1940, após a invasão alemã na França na II Guerra Mundial.  Em 1951 outra livraria de língua americana foi aberta por George Whitman e, em 1964 essa livraria recebeu o nome de Shakespeare and Company em tributo à primeira, quando da morte de Sylvia Beach. (Saiba mais sobre a história).


Em 2012 fiz uma viagem à Europa e quando Paris entrou no roteiro, a Shakespeare and Company foi um dos primeiros locais a serem lembrados. No primeiro dia de passeio, fui à Catedral de Notre Dame e, em seguida, procurei a livraria. O google maps me enganou de dei uma volta desnecessária...rsrsrs... o importante é que avistei a livraria de longe. Ela fica bem próximo à Catedral e é inconfundível.

Passei algumas horas lá dentro, observando cada detalhes. Das prateleiras irregulares e dos inúmeros livros apertadinhos à cama no primeiro andar. Por lá é muito comum jovens escritores morarem na livraria em troca da prestação de alguns serviços. Recomendo a visita, pois a livraria é um encanto e lá podem ser encontradas relíquias, no sebo especialmente.

Depois de ter visitado a Shakespeare and Company, estou ansiosa para ler dois livros sobre a livraria, são eles:

MERCER, Jeremy. Um livro por dia: minha temporada parisiense. Rio de Janeiro: Casa da Palavra, 2007.

BEACH, Sylvia. Shakespeare and Company. Rio de Janeiro: Casa da Palavra, 2004.


terça-feira, novembro 11, 2014

Traços históricos da Ciência da Informação

A Ciência da Informação, proveniente da Documentação e com relação direta com importantes estudos teóricos desta área, tem amadurecido cada vez mais com o auxílio de estudos históricos, epistemológicos e metodológicos que tentam compreendê-la como ciência social. Muitos desses estudos apontam a CI como ciência pós-moderna que tem como objetivo, resolver problemas da sociedade, compreendê-los e criar estratégias para lidar com eles, o que se evidencia na pesquisa de Wersig (1993).

Paul Otlet
Ao defender a organização da documentação como área de estudo e pesquisa, Paul Otlet já estava desenhando o que hoje se chama CI, conforme afirma Rayward (1997) ao estudar as origens dessa ciência. Inscrita na pós-modernidade, a CI tem características das ciências desenvolvidas nesse período. Acompanha um momento em que o conhecimento é cada vez mais valorizado, quando o desenvolvimento das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) causaram grande impacto na sociedade e houve uma mudança no papel do conhecimento (TÁLAMO; SMIT, 2007; WERSIG, 1993).

Nesse contexto, Tálamo e Smit (2007) buscam reconhecer o desenvolvimento e o papel da CI na pós-modernidade. Fazem uma crítica ao fato da CI  usar sua interdisciplinaridade com o álibe para a busca da sua cientificidade. É fato que a CI é uma ciência interdisciplinar por relacionar-se com outras áreas do conhecimento para explicar os fenômenos que envolvem seu objeto de estudo, seja ele a informação ou as suas interações. As autoras defendem que a interdisciplinaridade deve ser defendida e utilizada para esse fim e não como justificativa.

Wersig (1993), Tálamo e Smit (2007) descrevem as características de uma ciência (existência de métodos definidos e de um objeto) e inserem a CI nesse contexto. Na pós-modernidade é exigida uma redefinição dos conceitos científicos amplos que dela fazem parte, a reformulação dos conceitos que compartilha com outras área, o que Wersig (1993) chama de interconceitos. Além do entrelaçamento destes com os modelos propostos.

Além desses itens, Tálamo e Smit (2007) propõem o desenvolvimento de métodos  e estratégias de uso e mediação da informação. Sem dúvidas, como ciência que surgiu na pós-modernidade, a CI tem muito a evoluir, mas também contribuir para a construção da sociedade. Sabe-se que houve uma mudança no papel do conhecimento, que agora foi despersonalização, tornou-se difícil reconhecer sua credibilidade, está fragmentado em novos formatos e meios de disseminação, além de uma maior busca por sua racionalização.

Num momento onde a diferença é cada vez mais evidente na sociedade, busca-se a diminuição das desigualdades e o aumento do número de pessoas conectadas. A CI pode desempenhar importante papel para encontrar solução para o problema da desigualdade ainda evidente, em busca da formação de um verdadeira sociedade do conhecimento, onde a diversidade está no centro, característica que a distingue da Sociedade da Informação. Apesar de todo o avanço tecnológica, todas as facilidades e possibilidades de interação e conexão entre as pessoas, intrínsecas à sociedade do conhecimento, elas não estão disponíveis para todos.

Ao reconhecer sua identidade de ciência pós-moderna, interdisciplinar e que auxilia na resolução dos problemas relacionados à informação, seu uso, mediação, criação e disseminação, este campo científico poderá contribuir ainda mais para a sociedade, cumprindo assim seu papel social de dar o acesso à informação. 

* Texto elaborado com base nas leituras e estudos da bibliografia recomendada no processo seletivo do Doutorado em Ciência da Informação da USP e UFSC para o ano de 2015.

Referências

RAYWARD, W.B. The origins of information science and the International Institute of Bibliography/International Federation for Information and Documentation (FID). Journal of the American Society for Information Science, v.48, n.4, p.289-300, 1997.

TÁLAMO, M.F.G.M. & SMIT, J.W. Ciência da Informação: pensamento informacional e integração disciplinar. Brazilian Journal of Information Science, v.1, n.1, p.33-57, jan./jul 2007. Disponível em: http://bjis.unesp.br Acesso em: 5 set. 2014.

WERSIG, G. Information Science: the study of postmodern knowledge usage. Information Processing & Management, v.29, n.2, p.229-239, 1993.

terça-feira, outubro 28, 2014

Webinar Gratuito - Teaching Research Methods: How to Make it Meaningful to Students


Gregg Van Ryzin and Dahlia Remler compartilharão sua experiência em ministrar aulas de Métodos de Pesquisa para alunos com diversos interesses e de diferentes níveis em um Webinar Gratuito promovido pela Sage 

Eles abordaram os seguintes tópicos:

- incorporar exemplos do mundo real nas suas aulas;
- encorajar os alunos a distinguir causalidade de correlação;
- usar modelos intuitivos para pensar sobre relações multivariadas;
- abordagens adicionais atraentes.

Data: 29/10/2014
Mais informações aqui.


Tira dúvidas: “Como melhorar o visual de seu periódico em OJS/SEER?”

Muitas edições acadêmicas têm entrado no mercado de publicações científicas sem preocupar-se com a forma como a informação textual vai ser apresentada, principalmente nesse novo ambiente informatizado e digital em que diversas páginas surgem, chamando nossa atenção a disputa por um espaço na Grande Rede torna-se urgente.

Nesta WebConferência o Prof. MSc. Teófilo Augusto irá tirar algumas dúvidas sobre como aproveitar a plataforma OJS para torná-la ainda mais atraente para seus leitores. O Prof. é Editor-Pleno da Revista Agenda Social  e Editor-Júnior da Revista Terceiro Milênio
Em breve Prof. Teófilo oferecerá um curso 0n-line, pela Content Mind, sobre os seguintes temas, os quais serão apresentados nesta WebConferência:
Personalização de publicações no sistema OJS/SEER, Noções de Design, Composição, Tipologia, Combinação de Cores, Criação de cabeçalho e rodapé para aplicação no sistema, Aplicação dos templates de CSS do sistema, Design dos arquivos individuais e aplicação dos mesmos na etapa de Layout da Publicação.

Durante WebConferência será sorteada uma inscrição em seu curso on-line Personalização de Revistas e Portais em OJS/SEER.
TOTALMENTE GRATUITA
DATA: 24 de novembro de 14 (segunda) 
CARGA HORÁRIA: 20h às 21h
FONTE: Content Mind

terça-feira, outubro 14, 2014

Você vive em uma Sociedade do Conhecimento?

Diariamente, ouve-se a afirmação de que se vive em uma Sociedade do Conhecimento, Mas, é possível afirmar com convicção que realmente temos uma sociedade com essa característica? Partindo da visão de Nestor García Canclini, no livro "Diferentes, desiguais e desconectados", essa afirmação pode ser questionada.

A sociedade vivenciou, ao longo dos anos, importantes avanços que proporcionaram cada vez mais o acesso à informação, conhecimento e cultura. O que é descrito pro Burke nos livros "Uma história social do conhecimento I e II" ao apresentar a evolução da escrita, surgimento da imprensa, formas antigas e novas de disseminação e compartilhamento do conhecimento, bem como o surgimento das bibliotecas, universidades, institutos de pesquisa, etc. Todas essas, instituições imprescindíveis para o desenvolvimento da humanidade e sua história cultural.

García Canclini defende ainda que a diversidade é a base para a existência da sociedade do conhecimento, especialmente o respeito à diversidade cultura. Afirma que esse fator a diferencia da sociedade da informação. Por isso, o autor questiona como uma sociedade repleta de desigualdades pode ser denominada como "do conhecimento". Atualmente, há a valorização apenas das cultura predominantes, o que se evidencia no predomínio do idioma inglês na literatura científica e no acesso às mídias digitais para poucos, por exemplo.

As tecnologias de informação e comunicação, sem dúvidas, contribuíram para difundir a informação e o conhecimento, além de conectar as pessoas. Entretanto, o acesso à essas ferramentas ainda é desigual. Em comparação ao tamanho da população mundial, o número de pessoas que estão conectadas e com acesso às TICs é mínimo e há muito a ser feito.

Nesse contexto, Laufer e García Canclini defendem que as novas formas de interação, acesso e uso da informação e do conhecimento, por meio das novas ferramentas, não diminuirá as diferenças. É importante não confundir diferença com desigualdade, pois esta sim deve ser reduzida e se possível extinta. Todos têm o direito à diferença, todos podem apresentar seus pontos de vista para compartilharem e/ou somarem a outros conhecimento, o que será minimizado é a exercício da autoridade, em busca da interatividade, intertextualidade e produção do conhecimento coletivo. 

* Texto elaborado com base nas leituras e estudos da bibliografia recomendada no processo seletivo do Doutorado em Ciência da Informação da USP ano de 2015.

REFERÊNCIAS

GARCÍA CANCLINI, Nestor. Diferentes, desiguais e desconectados: mapas da interculturalidade. Rio de Janeiro: Ed. UFRJ, 2005.

LAUFER, Roger. Novas ferramentas, novos problemas. In: BARATIN, Marc & Jacob, Christian (orgs.) O poder das bibliotecas: a memória dos livros no Ocidente. Rio de Janeiro: UFRJ, 2000, p. 155-166. 

BURKE, Peter. Uma história social do conhecimento: de Gutenberg a Diderot. Rio de Janeiro: Zahar Ed, 2003.

BURKE, Peter. Uma história social do conhecimento II: da Enciclopédia a Wikipédia. Rio de Janeiro: Zahar Ed, 2012.

domingo, setembro 14, 2014

Webinar Gratuito - Bibliotecas de hoje e do futuro

A internet foi a revolução que provocou mudanças radicais no sistema informacional vertical vigente há séculos, especialmente após a globalização do uso cotidiano da web por pessoas comuns. A web abriu o mundo para as pessoas. A informação não é mais distribuída somente de forma verticalizada, controlada. Estamos vivenciando a horizontalização da informação a partir das mídias sociais, de movimentos como acesso aberto à informação científica, entre outros. O sistema informacional horizontal está se tornando híbrido com o vertical. Quais são as principais características desta revolução informacional? Como ela afeta as bibliotecas de hoje? Seus serviços e produtos? Até que ponto estamos preparados para a biblioteca do futuro? Quais são as tendências da biblioteca do futuro? Vamos trocar algumas ideias sobre este tema? Esperaremos por você!

Promoção: Elsevier
Palestrante: Suely de Brito Clemente Soares (bibliotecária aposentada, sócia proprietária da Content Mind e Mestre em Educação, Ciência e Tecnologia.
Data: 16 de setembro de 2014 (terça-feira) – 15h30