domingo, setembro 14, 2014

Webinar Gratuito - Bibliotecas de hoje e do futuro

A internet foi a revolução que provocou mudanças radicais no sistema informacional vertical vigente há séculos, especialmente após a globalização do uso cotidiano da web por pessoas comuns. A web abriu o mundo para as pessoas. A informação não é mais distribuída somente de forma verticalizada, controlada. Estamos vivenciando a horizontalização da informação a partir das mídias sociais, de movimentos como acesso aberto à informação científica, entre outros. O sistema informacional horizontal está se tornando híbrido com o vertical. Quais são as principais características desta revolução informacional? Como ela afeta as bibliotecas de hoje? Seus serviços e produtos? Até que ponto estamos preparados para a biblioteca do futuro? Quais são as tendências da biblioteca do futuro? Vamos trocar algumas ideias sobre este tema? Esperaremos por você!

Promoção: Elsevier
Palestrante: Suely de Brito Clemente Soares (bibliotecária aposentada, sócia proprietária da Content Mind e Mestre em Educação, Ciência e Tecnologia.
Data: 16 de setembro de 2014 (terça-feira) – 15h30 

quinta-feira, setembro 04, 2014

Roda de Conversa sobre “Os desafios da pesquisa com usuários” = Challenges of user research.


A Content Mind convidou Prof. Dr. Robson dos Santos, mestre e doutor em design, Senior UX Research, para moderar uma Roda de Conversa on-line, em sistema de WebConferência, sobre “Os desafios da pesquisa com usuários”. Robson está em Lisboa e atendeu gentilmente ao convite para falar sobre este tema tão importante, que é uma de suas especialidades!
Usabilidade é a capacidade de aumentar a inteligência dos sistemas de tal forma que estejam adequados as necessidades das pessoas.

A webconferência é gratuita, mediante inscrição no site.
A RODA DE CONVERSA SERÁ BASEADA NOS SEGUINTE TÓPICOS

quarta-feira, agosto 20, 2014

Gestão do Conhecimento em Bibliotecas Universitárias



Participei do I Workshop de Gestão do Conhecimento (GC) em Bibliotecas Universitárias (BU) nos dia 6 e 7 de agosto de 2014, organizado pela BU da UFSC. O evento era voltado para gestores de BUs e minha colega Suzana Zulpo Pereira e eu fomos representar o Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal do Paraná (SiBi/UFPR), já que há alguns anos propusemos o Programa de Gestão do Conhecimento (PGC) do SiBi/UFPR que vem sendo desenvolvido com o auxílio dos servidores desse sistema.

A dinâmica do primeiro dia foi de palestras e relatos de pesquisa em BUs. Nesse dia ouvimos a revisão de conceitos e a contextualização da gestão do conhecimento no ambiente das BUs. Nada muito novo, para nós que já havíamos escutado sobre o tema.

Apresentação das considerações do Grupo Focal A

A temática e a dinâmica dos trabalhos do segundo dia foram surpreendentes e muito produtivas. A bibliotecária da UFSC e doutoranda do Programa de Engenharia e Gestão do Conhecimento da mesma universidade, Roberta Moraes de Bem, apresentou o tema de sua tese, uma proposta de Framework de Gestão do Conhecimento para Bibliotecas Universitárias: GC@BU. Após a apresentação os participantes foram divididos em três grupos focais para avaliar e apresentar sugestões para o Framework, formado por três módulo: coordenação de gestão do conhecimento, recursos de conhecimento, espaços de aprendizagem/conhecimento.

Cada um dos módulos apresenta indicadores que auxiliam na medição da GC em BUs. Particularmente, a discussão nos grupos focais foi a mais produtiva, pois, compartilhamos experiências e discutimos a visão de cada um sobre a GC em BU.

Destaco que, a partir dessas discussões, mudei minha visão sobre a GC. A Prof. Dr. Delsi Fries Davok, quem foi minha professora na graduação, explicou que a GC é um novo modelo de gestão que deve ser defendido, colocado em prática e coordenado pelo Gestor da biblioteca, sistema ou rede de bibliotecas. Esse fator é o grande diferencial de uma gestão baseada no conhecimento e, vejo que essa visão diferenciada pode fazer toda a diferença. Até hoje, em meus estudos e leituras sempre entendi a GC como algo inerente à gestão de qualquer organização. Mas, muitos estudos mostram a GC como algo paralelo à gestão.  

Pude perceber a GC em diferentes patamares, não voltado somente para o conhecimento interno da organização. Discutimos muito que em uma BU, é imprescindível gerenciar o conhecimento da organização, bem como a estrutura que apoia esse modelo de gestão. Essa é uma discussão que poder ser levada longe e render muitas pesquisas e aplicação nas unidades de informação.

Reunião do Grupo Focal A
Foi extremamente gratificante perceber que o Programa de Gestão do Conhecimento (PGC) do SiBi/UFPR não está pecando em nada no quesito conhecimento interno. Precisamos apenas reunir esforços para tornar uma realidade todas as práticas de GC e melhorar cada vez mais o compartilhamento de conhecimento na organização.

quarta-feira, abril 02, 2014

O que a história social do conhecimento reserva para o futuro?


Sabe-se que foi Gutenberg quem deu início a uma economia baseada no conhecimento, pois foi quem inventou a prensa móvel no século XV. Mas, será que já paramos para pensar como era compartilhado o conhecimento naquela época?

Há alguns dias iniciei a leitura do livro "Uma história social do conhecimento: de Gutenberg a Diderot" e, mergulhei na leitura, literalmente. O livro aponta a história do conhecimento e fala um pouco sobre o ofício do saber, ou seja, sobre os letrados. Também explica o surgimento e evolução das instituições do conhecimento, como universidade, academias, associações, como a Royal Socity em Londres. Aborda ainda a classificação do conhecimento, seu controle, comercialização e aquisição. Mas, o capítulo que mais me chamou a atenção foi "O lugar do conhecimento: centros e periferias", a partir do qual farei as observações deste post.

No século XVII, por exemplo, o encontro pessoal entre estudiosos de um mesmo tema era essencial para trocar ideias. Algumas vezes, textos de interesse comum para letrados que se interessavam por uma mesma área eram traduzidos para o idioma comum, o latim, para que o saber pudesse ser compartilhado. Mas, onde essas pessoas se encontravam?

As grandes cidades da Europa eram pólos da economia, política e também eram o "lugar do conhecimento". Nelas, os estudiosos se encontravam quando buscavam cadas impressoras ou até mesmo quando iam realizar pesquisas. Esses encontros, muitas vezes casuais, eram ideais para a conversa e compartilhamento de saberes. 

Percebe-se aí a grande importância das cidades naquela época como pólos para troca de informações e conhecimento. "O que as pessoas sabiam estava relacionado ao lugar onde viviam" (p.56). Destaca-se aqui que o modelo de centro-periferia se destacava, ou seja, a informação chegava das grandes cidades (Roma, Paris, Londres) para a periferia e nem sempre chegava em tempo hábil.

Entre os séculos XV e XIII muitas instituições tiveram grande representatividade para a difusão do conhecimento, desde as mais tradicionais como bibliotecas, universidades, galerias de arte, livrarias, anfiteatros, escritórios e até mesmo cafés, até as que talvez nem imaginássemos como: hospitais, barbearia e os portos. É destacado que "as formas de sociabilidade tinham - e ainda têm - influência sobre a distribuição e até mesmo sobre a produção de conhecimento" (p.57).

Interessante saber que em meados do século XVII eram convocados os "agentes de informação" que eram profissionais que mandavam informações para Londres sobre terras estrangeiras e esses agentes deviam residir nos nos lugares melhores e mais centrais. Esse foi um momento de difusão de informações, ate mesmo informações científicas da Europa para outros países. Por isso, percebe-se a importância dos portos nesse processo dentro da história do conhecimento, pois, por serem local de chegada e partida era para onde as pessoas se dirigiam para conversar com marinheiros e trocar diferentes tipos de conhecimento.

Que tal fazer um contra ponto, podemos nós imaginar tamanho esforço que era feito para obter informações sobre uma cidade vizinha,  um país situado do outro lado do globo ou ainda sobre um novo método ou conhecimento criado? Hoje não só podemos encontrar qualquer tipo de informação com apenas um clique quanto podemos fazer a informação que nos interessa nos encontrar. Qualquer dispositivo com acesso a internet permite ações que antes não podíamos imaginar.

Conhecer essa evolução me parece essencial para auxiliar na construção do futuro, mas, o que o futuro reserva para a história social do conhecimento?!?!?

BURKE, Peter. Uma história social do conhecimento: de Gutenberg a Diderot. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2003.




quinta-feira, janeiro 30, 2014

Ex-libris

Não é de hoje que a história do livro, da leitura e a bibliofilia despertam em mim um interesse especial. Quero muito me aprofundar nessa temática, ler, estudar e descobrir fatos que formaram a história do livro e da leitura no Brasil. Quem sabe, contribuir com alguma produção científica nessa área.

Ex-libris do livro L'illicite de René Capitant, 
encontrado na Biblioteca de Ciências Jurídicas da UFPR
Esta semana, deparei-me com um ex-libris em um livro doado à Biblioteca de Ciências Jurídicas da Universidade Federal do Paraná, onde trabalho, que surpresa boa! A doação foi feita há muito tempo, mas, a necessidade de um novo registro e correção da catalogação do livro trouxe-o para as minhas mãos naquela manhã. Gosto muito de observar os detalhes, quando encontro um material histórico como aquele.

O ex-libris indica a quem pertence o livro que o contém, mais que isso, segundo Gauz (2009), "eles contam a história de vida de um livro, por onde passou, a quem pertenceu, quem o confeccionou e revelam aspectos relacionados aos livros que acabam por fazer parte de sua vida".

Outra definição é a apresentada pelo Dicionário Michaelis on-line: "Marca que indica no princípio, no frontispício ou na guarda de um livro, a livraria ou pessoa a quem pertence ou pertenceu esse livro. 


E-libris da coleção de José Mindlin
Serra (2012, p. 67) afirma que "as imagens permitem a representação dos povos e suas nacionalidades, uma vez que questões comportamentais, contextos sociais, econômicos e tecnológicos podem ser representados através de imagens". No caso dos ex-libris das coleções particulares, eles transmitem muito sobre o seu colecionador.


Ex-libris da coleção do Prof. Dr. Egon Bockmann Moreira
Presto consultoria na biblioteca particular do Prof. Dr. Egon Bockmann Moreira. Sua coleção é formada essencialmente por livros da área jurídica. O seu ex-libris, reprodução de uma obra de Miró, é inserido na folha de rosto das obras por meio de um carimbo. 

Encontrei, no acervo eletrônico de monografias de graduação da Universidade Federal do Paraná, uma monografia com o tema "Ex-libris: resgatando marcas bibliográficas no Brasil", da autora Gisele Pottket, aluna do curso de Design - Hab. Design Gráfico. A autora teve como objetivo "resgatar a história dos ex-libris, apresentando-os e contextualizando-os na atualidade como uma marca bibliográfica pessoal, presente no Brasil.

A partir desta breve pesquisa sobre o ex-libris pode-se dizer que ele é, além de um tipo de identificação, também uma forma de representação do apego ao livro e às coleções que formamos ao longo da vida. Sem dúvidas, possibilitam conhecer a história do livro ao longo do tempo. 

Aqueles que tem interesse pelo tema, recomento, especialmente, a leitura do artigo da bibliotecária Liliana Giusti Serra, que traz um tema bem inovador da área e a monografia de Gisele Pottket que apresenta um panorama geral do ex-libris. Outros textos são referenciados abaixo.

Você tem um ex-libris que identifica a sua coleção? Tem interesse pelo assunto? Compartilhe conosco suas histórias, ideias e opiniões.

Ex-libris I por Valéria Gauz
Ex-libris II por Valéria Gauz
O ex-libris é o retrato do seu dono por Paulo Bodmer
Ex-libris, o resgate de uma tradição
Ex-libris por Plínio Martins Filho

quarta-feira, dezembro 11, 2013

Minha história com a Ciência da Informação

Durante a minha graduação em Biblioteconomia, estudei apenas uma disciplina diretamente ligada à Ciência da Informação que se chamava "Introdução à Ciência da Informação" e foi ministrada pela Profª. Fernanda de Sales. Hoje, minha opinião é que a grade curricular dos cursos de Biblioteconomia deveria ter mais disciplinas relacionadas á Ciência da Informação. Afinal, há um momento em que as duas se encontram na vida da maioria dos profissionais.

No Mestrado em Ciência, Gestão e Tecnologia da Informação também tive a oportunidade de aprofundar um pouco mais o conhecimento sobre essa ciência na disciplina "Perspectivas em Ciência da Informação" ministrada pela Profª. Patrícia Zeni Marchiori que é uma estudiosa da área. Tive a oportunidade de relembrar história, conceitos e conhecer textos considerados clássicos da Ciência da Informação porque de certa forma contam a sua história. Estudei a relação dessa ciência com a gestão quando escrevi minha dissertação. Um mestrado multidisciplinar me proporcionou essa rica discussão.

Meu terceiro momento mais significativo com a Ciência da Informação iniciou em 2012, quando me candidatei a um Programa de Pós-graduação específico dessa área, não mais multidisciplinar como o mestrado que cursei. Em 2013 também retomei minhas leituras para uma nova tentativa. Fiquei fascinada com a riqueza dos textos, escritos há muitos anos e pude conhecer melhor a história dessa ciência que hoje me encanta.

Muitos me dizem que eu deveria me desafiar e tentar o doutorado em outra área do conhecimento. Tenho certeza que isso seria muito rico para a minha formação, mas, minha vontade ainda é buscar aprofundar meus conhecimento em Ciência da Informação para poder contribuir um pouco mais com a área do conhecimento em que atuo. Não digo que nunca mudarei de ideia, mas, hoje meu desejo é esse.

Quanto Harold Borko* difiniu a Ciência da Informação em 1968 ele, provavelmente, não imagina qual seria a força dessa ciência na atualidade. Para ele trata-se de "uma ciência interdisciplinar que investiga as propriedades e o comportamento da informação, as forças que governam o fluxo e o uso da informação, e as técnicas, manual e mecânica , de processamento da informação para o armazenamento, recuperação e disseminação".

Pretendo apresentar meu ponto de vista sobre os atores, conceitos e acontecimentos da Ciência da Informação nos próximos posts, aceito sugestões.

* BORKO, H. Information Science: What is it? American Documentation, v.19, n.1, p.3-5, Jan. 1968.

segunda-feira, dezembro 09, 2013

Os usos do argumento


Do autor Stephen E. Toulmin, o livro Os usos do argumento tem me acompanhado nos últimos dias. Passei alguns meses estudando e focada em outra temática, a ciência da informação. Agora é hora de respirar novos ares.

Indicado por um amigo, o livro instiga a pensar um pouco mais sobre o que é o argumento e como fazemos uso dele em diferentes momentos, diferentes situações e com pessoas diferentes. Um livro de lógica e raciocínio que faz parte da Coleção Ferramentas, da Editora Martins Fontes. O autor se propõe a atender às necessidades de diferentes públicos desde os vestibulandos que precisam argumentar muito bem em suas redações até os doutorandos que estão escrevendo suas teses.

Destaque para essa frase do Prefácio que já me chamou a atenção:



Vamos ver o que esse livro reserva em suas próximas páginas. Sempre gostei muito de escrever, este blog não me deixa mentir. O argumento faz parte do texto que escrevemos, é preciso saber fazer o bom uso do argumento para chamar a atenção do leitor e tornar o texto agradável. Por isso, meu interesse pela temática. Fica a dica de leitura para as férias...