terça-feira, outubro 28, 2014

Webinar Gratuito - Teaching Research Methods: How to Make it Meaningful to Students


Gregg Van Ryzin and Dahlia Remler compartilharão sua experiência em ministrar aulas de Métodos de Pesquisa para alunos com diversos interesses e de diferentes níveis em um Webinar Gratuito promovido pela Sage 

Eles abordaram os seguintes tópicos:

- incorporar exemplos do mundo real nas suas aulas;
- encorajar os alunos a distinguir causalidade de correlação;
- usar modelos intuitivos para pensar sobre relações multivariadas;
- abordagens adicionais atraentes.

Data: 29/10/2014
Mais informações aqui.


Tira dúvidas: “Como melhorar o visual de seu periódico em OJS/SEER?”

Muitas edições acadêmicas têm entrado no mercado de publicações científicas sem preocupar-se com a forma como a informação textual vai ser apresentada, principalmente nesse novo ambiente informatizado e digital em que diversas páginas surgem, chamando nossa atenção a disputa por um espaço na Grande Rede torna-se urgente.

Nesta WebConferência o Prof. MSc. Teófilo Augusto irá tirar algumas dúvidas sobre como aproveitar a plataforma OJS para torná-la ainda mais atraente para seus leitores. O Prof. é Editor-Pleno da Revista Agenda Social  e Editor-Júnior da Revista Terceiro Milênio
Em breve Prof. Teófilo oferecerá um curso 0n-line, pela Content Mind, sobre os seguintes temas, os quais serão apresentados nesta WebConferência:
Personalização de publicações no sistema OJS/SEER, Noções de Design, Composição, Tipologia, Combinação de Cores, Criação de cabeçalho e rodapé para aplicação no sistema, Aplicação dos templates de CSS do sistema, Design dos arquivos individuais e aplicação dos mesmos na etapa de Layout da Publicação.

Durante WebConferência será sorteada uma inscrição em seu curso on-line Personalização de Revistas e Portais em OJS/SEER.
TOTALMENTE GRATUITA
DATA: 24 de novembro de 14 (segunda) 
CARGA HORÁRIA: 20h às 21h
FONTE: Content Mind

terça-feira, outubro 14, 2014

Você vive em uma Sociedade do Conhecimento?

Diariamente, ouve-se a afirmação de que se vive em uma Sociedade do Conhecimento, Mas, é possível afirmar com convicção que realmente temos uma sociedade com essa característica? Partindo da visão de Nestor García Canclini, no livro "Diferentes, desiguais e desconectados", essa afirmação pode ser questionada.

A sociedade vivenciou, ao longo dos anos, importantes avanços que proporcionaram cada vez mais o acesso à informação, conhecimento e cultura. O que é descrito pro Burke nos livros "Uma história social do conhecimento I e II" ao apresentar a evolução da escrita, surgimento da imprensa, formas antigas e novas de disseminação e compartilhamento do conhecimento, bem como o surgimento das bibliotecas, universidades, institutos de pesquisa, etc. Todas essas, instituições imprescindíveis para o desenvolvimento da humanidade e sua história cultural.

García Canclini defende ainda que a diversidade é a base para a existência da sociedade do conhecimento, especialmente o respeito à diversidade cultura. Afirma que esse fator a diferencia da sociedade da informação. Por isso, o autor questiona como uma sociedade repleta de desigualdades pode ser denominada como "do conhecimento". Atualmente, há a valorização apenas das cultura predominantes, o que se evidencia no predomínio do idioma inglês na literatura científica e no acesso às mídias digitais para poucos, por exemplo.

As tecnologias de informação e comunicação, sem dúvidas, contribuíram para difundir a informação e o conhecimento, além de conectar as pessoas. Entretanto, o acesso à essas ferramentas ainda é desigual. Em comparação ao tamanho da população mundial, o número de pessoas que estão conectadas e com acesso às TICs é mínimo e há muito a ser feito.

Nesse contexto, Laufer e García Canclini defendem que as novas formas de interação, acesso e uso da informação e do conhecimento, por meio das novas ferramentas, não diminuirá as diferenças. É importante não confundir diferença com desigualdade, pois esta sim deve ser reduzida e se possível extinta. Todos têm o direito à diferença, todos podem apresentar seus pontos de vista para compartilharem e/ou somarem a outros conhecimento, o que será minimizado é a exercício da autoridade, em busca da interatividade, intertextualidade e produção do conhecimento coletivo. 

* Texto elaborado com base nas leituras e estudos da bibliografia recomendada no processo seletivo do Doutorado em Ciência da Informação da USP ano de 2015.

REFERÊNCIAS

GARCÍA CANCLINI, Nestor. Diferentes, desiguais e desconectados: mapas da interculturalidade. Rio de Janeiro: Ed. UFRJ, 2005.

LAUFER, Roger. Novas ferramentas, novos problemas. In: BARATIN, Marc & Jacob, Christian (orgs.) O poder das bibliotecas: a memória dos livros no Ocidente. Rio de Janeiro: UFRJ, 2000, p. 155-166. 

BURKE, Peter. Uma história social do conhecimento: de Gutenberg a Diderot. Rio de Janeiro: Zahar Ed, 2003.

BURKE, Peter. Uma história social do conhecimento II: da Enciclopédia a Wikipédia. Rio de Janeiro: Zahar Ed, 2012.

domingo, setembro 14, 2014

Webinar Gratuito - Bibliotecas de hoje e do futuro

A internet foi a revolução que provocou mudanças radicais no sistema informacional vertical vigente há séculos, especialmente após a globalização do uso cotidiano da web por pessoas comuns. A web abriu o mundo para as pessoas. A informação não é mais distribuída somente de forma verticalizada, controlada. Estamos vivenciando a horizontalização da informação a partir das mídias sociais, de movimentos como acesso aberto à informação científica, entre outros. O sistema informacional horizontal está se tornando híbrido com o vertical. Quais são as principais características desta revolução informacional? Como ela afeta as bibliotecas de hoje? Seus serviços e produtos? Até que ponto estamos preparados para a biblioteca do futuro? Quais são as tendências da biblioteca do futuro? Vamos trocar algumas ideias sobre este tema? Esperaremos por você!

Promoção: Elsevier
Palestrante: Suely de Brito Clemente Soares (bibliotecária aposentada, sócia proprietária da Content Mind e Mestre em Educação, Ciência e Tecnologia.
Data: 16 de setembro de 2014 (terça-feira) – 15h30 

quinta-feira, setembro 04, 2014

Roda de Conversa sobre “Os desafios da pesquisa com usuários” = Challenges of user research.


A Content Mind convidou Prof. Dr. Robson dos Santos, mestre e doutor em design, Senior UX Research, para moderar uma Roda de Conversa on-line, em sistema de WebConferência, sobre “Os desafios da pesquisa com usuários”. Robson está em Lisboa e atendeu gentilmente ao convite para falar sobre este tema tão importante, que é uma de suas especialidades!
Usabilidade é a capacidade de aumentar a inteligência dos sistemas de tal forma que estejam adequados as necessidades das pessoas.

A webconferência é gratuita, mediante inscrição no site.
A RODA DE CONVERSA SERÁ BASEADA NOS SEGUINTE TÓPICOS

quarta-feira, agosto 20, 2014

Gestão do Conhecimento em Bibliotecas Universitárias



Participei do I Workshop de Gestão do Conhecimento (GC) em Bibliotecas Universitárias (BU) nos dia 6 e 7 de agosto de 2014, organizado pela BU da UFSC. O evento era voltado para gestores de BUs e minha colega Suzana Zulpo Pereira e eu fomos representar o Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal do Paraná (SiBi/UFPR), já que há alguns anos propusemos o Programa de Gestão do Conhecimento (PGC) do SiBi/UFPR que vem sendo desenvolvido com o auxílio dos servidores desse sistema.

A dinâmica do primeiro dia foi de palestras e relatos de pesquisa em BUs. Nesse dia ouvimos a revisão de conceitos e a contextualização da gestão do conhecimento no ambiente das BUs. Nada muito novo, para nós que já havíamos escutado sobre o tema.

Apresentação das considerações do Grupo Focal A

A temática e a dinâmica dos trabalhos do segundo dia foram surpreendentes e muito produtivas. A bibliotecária da UFSC e doutoranda do Programa de Engenharia e Gestão do Conhecimento da mesma universidade, Roberta Moraes de Bem, apresentou o tema de sua tese, uma proposta de Framework de Gestão do Conhecimento para Bibliotecas Universitárias: GC@BU. Após a apresentação os participantes foram divididos em três grupos focais para avaliar e apresentar sugestões para o Framework, formado por três módulo: coordenação de gestão do conhecimento, recursos de conhecimento, espaços de aprendizagem/conhecimento.

Cada um dos módulos apresenta indicadores que auxiliam na medição da GC em BUs. Particularmente, a discussão nos grupos focais foi a mais produtiva, pois, compartilhamos experiências e discutimos a visão de cada um sobre a GC em BU.

Destaco que, a partir dessas discussões, mudei minha visão sobre a GC. A Prof. Dr. Delsi Fries Davok, quem foi minha professora na graduação, explicou que a GC é um novo modelo de gestão que deve ser defendido, colocado em prática e coordenado pelo Gestor da biblioteca, sistema ou rede de bibliotecas. Esse fator é o grande diferencial de uma gestão baseada no conhecimento e, vejo que essa visão diferenciada pode fazer toda a diferença. Até hoje, em meus estudos e leituras sempre entendi a GC como algo inerente à gestão de qualquer organização. Mas, muitos estudos mostram a GC como algo paralelo à gestão.  

Pude perceber a GC em diferentes patamares, não voltado somente para o conhecimento interno da organização. Discutimos muito que em uma BU, é imprescindível gerenciar o conhecimento da organização, bem como a estrutura que apoia esse modelo de gestão. Essa é uma discussão que poder ser levada longe e render muitas pesquisas e aplicação nas unidades de informação.

Reunião do Grupo Focal A
Foi extremamente gratificante perceber que o Programa de Gestão do Conhecimento (PGC) do SiBi/UFPR não está pecando em nada no quesito conhecimento interno. Precisamos apenas reunir esforços para tornar uma realidade todas as práticas de GC e melhorar cada vez mais o compartilhamento de conhecimento na organização.

quarta-feira, abril 02, 2014

O que a história social do conhecimento reserva para o futuro?


Sabe-se que foi Gutenberg quem deu início a uma economia baseada no conhecimento, pois foi quem inventou a prensa móvel no século XV. Mas, será que já paramos para pensar como era compartilhado o conhecimento naquela época?

Há alguns dias iniciei a leitura do livro "Uma história social do conhecimento: de Gutenberg a Diderot" e, mergulhei na leitura, literalmente. O livro aponta a história do conhecimento e fala um pouco sobre o ofício do saber, ou seja, sobre os letrados. Também explica o surgimento e evolução das instituições do conhecimento, como universidade, academias, associações, como a Royal Socity em Londres. Aborda ainda a classificação do conhecimento, seu controle, comercialização e aquisição. Mas, o capítulo que mais me chamou a atenção foi "O lugar do conhecimento: centros e periferias", a partir do qual farei as observações deste post.

No século XVII, por exemplo, o encontro pessoal entre estudiosos de um mesmo tema era essencial para trocar ideias. Algumas vezes, textos de interesse comum para letrados que se interessavam por uma mesma área eram traduzidos para o idioma comum, o latim, para que o saber pudesse ser compartilhado. Mas, onde essas pessoas se encontravam?

As grandes cidades da Europa eram pólos da economia, política e também eram o "lugar do conhecimento". Nelas, os estudiosos se encontravam quando buscavam cadas impressoras ou até mesmo quando iam realizar pesquisas. Esses encontros, muitas vezes casuais, eram ideais para a conversa e compartilhamento de saberes. 

Percebe-se aí a grande importância das cidades naquela época como pólos para troca de informações e conhecimento. "O que as pessoas sabiam estava relacionado ao lugar onde viviam" (p.56). Destaca-se aqui que o modelo de centro-periferia se destacava, ou seja, a informação chegava das grandes cidades (Roma, Paris, Londres) para a periferia e nem sempre chegava em tempo hábil.

Entre os séculos XV e XIII muitas instituições tiveram grande representatividade para a difusão do conhecimento, desde as mais tradicionais como bibliotecas, universidades, galerias de arte, livrarias, anfiteatros, escritórios e até mesmo cafés, até as que talvez nem imaginássemos como: hospitais, barbearia e os portos. É destacado que "as formas de sociabilidade tinham - e ainda têm - influência sobre a distribuição e até mesmo sobre a produção de conhecimento" (p.57).

Interessante saber que em meados do século XVII eram convocados os "agentes de informação" que eram profissionais que mandavam informações para Londres sobre terras estrangeiras e esses agentes deviam residir nos nos lugares melhores e mais centrais. Esse foi um momento de difusão de informações, ate mesmo informações científicas da Europa para outros países. Por isso, percebe-se a importância dos portos nesse processo dentro da história do conhecimento, pois, por serem local de chegada e partida era para onde as pessoas se dirigiam para conversar com marinheiros e trocar diferentes tipos de conhecimento.

Que tal fazer um contra ponto, podemos nós imaginar tamanho esforço que era feito para obter informações sobre uma cidade vizinha,  um país situado do outro lado do globo ou ainda sobre um novo método ou conhecimento criado? Hoje não só podemos encontrar qualquer tipo de informação com apenas um clique quanto podemos fazer a informação que nos interessa nos encontrar. Qualquer dispositivo com acesso a internet permite ações que antes não podíamos imaginar.

Conhecer essa evolução me parece essencial para auxiliar na construção do futuro, mas, o que o futuro reserva para a história social do conhecimento?!?!?

BURKE, Peter. Uma história social do conhecimento: de Gutenberg a Diderot. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2003.




quinta-feira, janeiro 30, 2014

Ex-libris

Não é de hoje que a história do livro, da leitura e a bibliofilia despertam em mim um interesse especial. Quero muito me aprofundar nessa temática, ler, estudar e descobrir fatos que formaram a história do livro e da leitura no Brasil. Quem sabe, contribuir com alguma produção científica nessa área.

Ex-libris do livro L'illicite de René Capitant, 
encontrado na Biblioteca de Ciências Jurídicas da UFPR
Esta semana, deparei-me com um ex-libris em um livro doado à Biblioteca de Ciências Jurídicas da Universidade Federal do Paraná, onde trabalho, que surpresa boa! A doação foi feita há muito tempo, mas, a necessidade de um novo registro e correção da catalogação do livro trouxe-o para as minhas mãos naquela manhã. Gosto muito de observar os detalhes, quando encontro um material histórico como aquele.

O ex-libris indica a quem pertence o livro que o contém, mais que isso, segundo Gauz (2009), "eles contam a história de vida de um livro, por onde passou, a quem pertenceu, quem o confeccionou e revelam aspectos relacionados aos livros que acabam por fazer parte de sua vida".

Outra definição é a apresentada pelo Dicionário Michaelis on-line: "Marca que indica no princípio, no frontispício ou na guarda de um livro, a livraria ou pessoa a quem pertence ou pertenceu esse livro. 


E-libris da coleção de José Mindlin
Serra (2012, p. 67) afirma que "as imagens permitem a representação dos povos e suas nacionalidades, uma vez que questões comportamentais, contextos sociais, econômicos e tecnológicos podem ser representados através de imagens". No caso dos ex-libris das coleções particulares, eles transmitem muito sobre o seu colecionador.


Ex-libris da coleção do Prof. Dr. Egon Bockmann Moreira
Presto consultoria na biblioteca particular do Prof. Dr. Egon Bockmann Moreira. Sua coleção é formada essencialmente por livros da área jurídica. O seu ex-libris, reprodução de uma obra de Miró, é inserido na folha de rosto das obras por meio de um carimbo. 

Encontrei, no acervo eletrônico de monografias de graduação da Universidade Federal do Paraná, uma monografia com o tema "Ex-libris: resgatando marcas bibliográficas no Brasil", da autora Gisele Pottket, aluna do curso de Design - Hab. Design Gráfico. A autora teve como objetivo "resgatar a história dos ex-libris, apresentando-os e contextualizando-os na atualidade como uma marca bibliográfica pessoal, presente no Brasil.

A partir desta breve pesquisa sobre o ex-libris pode-se dizer que ele é, além de um tipo de identificação, também uma forma de representação do apego ao livro e às coleções que formamos ao longo da vida. Sem dúvidas, possibilitam conhecer a história do livro ao longo do tempo. 

Aqueles que tem interesse pelo tema, recomento, especialmente, a leitura do artigo da bibliotecária Liliana Giusti Serra, que traz um tema bem inovador da área e a monografia de Gisele Pottket que apresenta um panorama geral do ex-libris. Outros textos são referenciados abaixo.

Você tem um ex-libris que identifica a sua coleção? Tem interesse pelo assunto? Compartilhe conosco suas histórias, ideias e opiniões.

Ex-libris I por Valéria Gauz
Ex-libris II por Valéria Gauz
O ex-libris é o retrato do seu dono por Paulo Bodmer
Ex-libris, o resgate de uma tradição
Ex-libris por Plínio Martins Filho