Quarta-feira, Outubro 14, 2009

Como iniciar um projeto de Gestão do conhecimento?

Há mais ou menos 8 meses me questionei sobre como iniciar um projeto de Gestão do conhecimento, tratado a partir daqui como GC. Essa indagação surgiu devido a vontade de iniciar um processo como esse no meu novo trabalho. Comecei a relembrar as aulas de Tópicos em Gestão da informação e do conhecimento que cursei durante a graduação e muitas idéias vieram a mente. Li alguns textos, consultei opiniões em blogs e refleti bastante.

Então compartilhei essa idéia com a colega Suzana, com quem cursei a graduação e hoje somos colegas de trabalho. Ela abraçou a idéia e juntas refletimos, discutimos e escrevemos um projeto que chamamos de Projeto para promoção do Compartilhamento de Informação e Conhecimento. Esse nome tem muito a dizer, ao estudarmos sobre GC percebemos que um ambiente precisa ser preparado para esse tipo de gestão, como para qualquer mudança que venha a ser feita. Também constatamos que conquistar a confiança da alta gerência seria ao passo inicial, pois projetos como esses precisam de apóio dos tomadores de decisão.

Na quinta-feira passada, penúltima aula da disciplina Gestão do conhecimento, do Mestrado em Ciência, Gestão e Tecnologia da Informação da UFPR, que estou cursando. A Profª. Helena conversou com a turma e falou da importância de uma disciplina como essa para os profissionais da informação no momento em que vivemos. Em sua fala ressaltou que o conteúdo por ela transmitido não é exaustivo, mas que nos capacita a iniciar um projeto de GC nas organizações que atuamos. Fiquei assutada e senti uma responsabilidade muito grande, apresar de já fazer parte de um grupo de trabalho para desenvolver a prática de gestão para o conhecimento na organização que trabalho.

Após cursar mais uma disciplina de GC e com base nas leituras realizadas até aqui, reafirmo que um projeto de GC deve iniciar com o apoio da alta gerência das organizações e também com a preparação do ambiente e da cultura organizacional para essa nova prática. As pessoas estão no centro desse processo e precisam ser valorizadas e consultadas para se sentirem parte do processo. A GC é sem dúvida um diferencial nas organizações do conhecimento, mas é preciso ter cautela ao iniciar um projeto desse nível, para não correr o risco de morrer na praia.

Compartilhe conosco suas experiências em GC.

Quarta-feira, Outubro 07, 2009

E-book

Como o assunto do momento são os e-books, aproveito para divulgar dois deles que tive acesso nos dois últimos dias.
O primeiro foi twittado pela @neubertpatricia e se chama "Redes sociais na internet", Raquel Recuero é a autora do livro. Conheci os textos da autora há poucos meses quando escrevi meu artigo sobre este blog e recomendo, hoje Raquel Recuero é uma das principais autora do Brasil envolvida com a temática Redes sociais na internet.
O segundo livros, dividido em 4 volumes, é resultado da ação de 544 blogueiros que aderiram ao Movimento Blog Voluntário este ano. Em 2009 foram publicados mais de 400 posts para ajudar a diminuir a exclusão digital. Tive a opotunidade de participar, escrevendo um post sobre a Biblioteca Digital de Teses e Dissertações do IBICT. Você pode conferir o meu post no volume 4 do e-book.
Como foi lembrado na palestra de Juliano Spyer no XXVIII Painel de Biblioteconomia em Santa Catarina, estamos vivenciando um novo modelo de produção e distribuição de livros e esse é sem dúvidas um marco histórico.
Confira abaixo os links para os volumes do livro: "Movimento Blog Voluntário 2009".

Quinta-feira, Outubro 01, 2009

XXVIII Painel de Biblioteconomia: relatos

Demorei um pouco, mas aqui estou para iniciar o relato da minha participação no XXVIII Painel de Biblioteconomia em Santa Catarina.

O evento aconteceu nos dias 17 e 18 de setembro em Florianópolis-SC. Além de compartilhar conhecimentos, conhecer novos colegas, também reencontrei amigos queridos.

Pela manhã assistimos à Palestra Magna de Juliano Spyer, momento em que participei como mediadora. O tema abordado pelo palestrante foi "O futuro do livro" e deuma forma muito clara e envolvente. Como profissional que trabalha com mídias sociais, colaborador da Talk Interactive, Juliano apresentou uma visão diferente da que os bibliotecários estão acostumados e enxergar, iniciou apresentando o modelo tradicional de produção de um livro e convidou o público a refletir sobre a escrita. Quantos já escreveram um livro? Quantos podem escrever?

Ele mostrou a importância da disseminação da informação e da produção colaborativa de um livro. Afirmou que o reconhecimento, prestígio e acesso das pessoas aos dois livros (títulos e links abaixo), que escreveu junto com outros autores, são a melhor recompesa que eles poderiam querer. Os livros estão disponíveis na rede com licença Creative Commons, são eles:
Como estava coordenando a mesa, durante a apresentação foi interessante notar as reações das pessoas. No início da palestra me pareceu que estavam pensando: "Não acredito!?!? Esse cara vai falar sobre esse assunto de novo?!?!". Mas aos poucos a empolgação era nítida, principalmente entre os mais jovens, que convivem com as mídias sociais diariamente e entendem que a colaboração e benefício ao usuário são o x da questão para os bibliotecários antenados. O próprio Juliano comentou que ficou feliz com as reações, estudantes que estavam quase dormindo no início, de repente despertaram para ouvir o que ele tinha a dizer.
Posso dizer que valeu a pena, foram contribuições valiosas para todos os que estavam presentes. Aproveito e compartilho com vocês a apresentação que foi disponibilizada no slide share pelo próprio palestrante.

Nos próximos dias falarei um pouco mais sobre as minhas apresentações e sobre outras palestras. Até a próxima!